VAI

MUDA, CINDY!

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Published in: on agosto 3, 2007 at 5:43 am  Comments (4)  

Rufus Wainwright

Cigarettes and chocolate milk
These are just a couple of my cravings
Everything it seems I likes a little bit stronger
A little bit thicker, a little bit harmful for me

If I should buy jellybeans
Have to eat them all in just one sitting
Everything it seems I likes a little bit sweeter
A little bit fatter, a little bit harmful for me

And then theres those other things
Which for several reasons we wont mention
Everything about em is a little bit stranger, a little bit harder
A little bit deadly

Its not very smart
Tends to make one part
So brokenhearted

Sitting here remembering me
Always been a shoe made for the city
Go ahead accuse me of just singing about places
With scrappy boys faces have general run of the town

Playing with prodigal sons
Take a lot of sentimental valiums
Cant expect the world to be your raggedy andy
While running on empty you little old doll with a frown

You got to keep in the game
Retaining mystique while facing forward
I suggest a reading of lesson in tightropes
Or surfing your high hopes or adios kansas

Its not very smart
Tends to make one part
So brokenhearted

Still theres not a show on my back
Holes or a friendly intervention
Im just a little bit heiress, a little bit irish
A little bit tower of pisa
Whenever I see ya
So please be kind if Im a mess

Cigarettes and chocolate milk
Cigarettes and chocolate milk

Published in: on junho 3, 2007 at 9:11 am  Comments (1)  

“You made me forget my dreams
When I woke up to you sleeping
We had peace for a night at least
But the trouble starts today
This morning you’ll say
I’ll see you sometime, maybe and I
Fall back to uneasy sleep”

Published in: on maio 4, 2007 at 3:53 am  Deixe um comentário  

Invasão

Tenho um certo preconceito com invasões – de qualquer sorte que sejam. Começando pela militar e parando lá na de privacidade. Invadir, traz-me o dicionário, é “entrar hostilmente em; ocupar violentamente”, e isso não me parece belo. Quando se trata de intimidade, então… gente que te trata por apelido logo na primeira conversa.

Andei lendo um texto do Zuenir Ventura, dias aí, em que ele aplaudia a invasão linguística das Letras no veio Jornalístico. Nem essa me agrada. Acho que literatura é de lá e jornal de cá. Existe até um salutar bate-boca sobre a crônica ser gênero dum ou doutro. Não tomo parte.

Desgosto primeiro: escritores metidos a pós-modernosos. Enquanto eles se resumiam ao prédio do CCH (nas Letras Neolatinas), faziam-me mal nenhum. Entretanto, ocorreu um processo gradual de invasão. Jornalista invadindo o campo que não lhe pertence – só pra não perder a pinta de intruso – e se apropriando do pior esquema possível: a pós-modernosidade, se assim a posso chamar. Acho que já até pincelei sobre isso certa vez; desse orgulho burro em se escrever desconexamente, ou provocar nova invasão da poesia na prosa. Retomo: se é o povo das Letras, vá lá.

Desgosto segundo: invasores audio-visuais. É sentar no café pra ler coisa besta qualquer, que o cidadão estica o zoião. Ou estica o ouvido no boteco. Quer ver meu caderno, ler meu livro, comer meu sanduíche, falar com minha mãe no celular e até ouvir meu iPOD.

Hoje, pernilongos invadiram meu quarto pra me atacar duma só vez e daí pra cá não consegui mais dormir. Motivo suficiente pra escrever algo, mesmo que pobre, sobre invasão.

Published in: on março 29, 2007 at 6:58 am  Deixe um comentário  

Kiki é isso?

Não! Não vou discorrer metalinguisticamente sobre o ardor de se escrever sem ter o que falar. Todo bom cronista que conheço tem umazinha, pelo menos, sobre a própria escrita, ou sobre carência de objeto na crônica. Mas, ainda assim, conseguem produzir algo decente, na maioria das vezes. 

“Acho que vou falar com o Rubem Braga.”, disse a Clarice Lispector certa vez. Ela queria descobrir o que era ser cronista, porque vinha escrevendo pro JB e não estava segura da própria competência. Há algum tempo que eu estou para fazer uma dessas. Acho que vou ligar pro Marcelo Coelho. Mas não pra questionar minha produção quase-literária de baixa qualidade, ou discorrer sobre os meandros da crônica: quero descobrir o que é ser jornalista. Ou também não. Quero mesmo é saber até onde se podem chamar certas coisas de jornalismo.

Também não vou me prender à famigerada história de que o jornalismo londrinense anda em baixa. Meu problema é com uma coluna só. Já virou tradição em casa: depois do almoço (pontualmente às 13:00), a gente senta na sacada pra ler o jornal e, no fim, comentamos, pra motivo de riso, a coluna do Militão. Isso mesmo, Oswaldo Militão. Não há livro do Ziraldo, tira do Laerte ou show do Ari Toledo que me consiga produzir mais gargalhadas.

No meu pobre nível de abstração, aquilo tudo é a instância máxima do anti-jornalismo. Preferia que ficasse na seção de artes, até porque hoje em dia tudo é arte – principalmente depois que o Leon jogou dois ovos no teto da sala lendo um poema do Pessoa e tirou 10 no trabalho… ele cursa Artes. Daí poderiam chamá-lo de vanguardista, revolucionário ou qualquer desses indicativos de quem costuma fazer história.

Hoje, porém, foi publicada uma notinha merecedora de citação. Lia-se “Comentário ouvido em um cabeleireiro da cidade: ‘Kiki sumiu, por onde anda Kiki?'”, e tão somente isso. Foi como ir ao Guggenheim em Nova Iorque e passar dez minutos olhando pruma pintura abstrato-minimalista, tentando abstrair um mínimo dela. De volta à nota do O.M., eu não sabia como me comportar. É o cúmulo da não-notícia.

Será que o Marcelo Coelho já leu o Militão? Na dúvida, vou ligar pra professora do Leon, e perguntar se eu posso jogar ovos no teto da minha sacada. Se ela disser que não, é porque sou burro mesmo. Se a resposta for sim, eu tinha razão: o Militão precisa ir pro caderno 2, lá na seção de artes.

Published in: on março 24, 2007 at 3:22 pm  Comments (4)  

Brincadeira Infantil

         Semana passada, conversava com o bom amigo Bruno sobre as realidades discrepantes do sul e nordeste brasileiros. De subdesenvolvimento e miséria a gente já se cansou de falar, e talvez até perdeu a consciência política – aquele papo-cabeça de dissecar a merda brasileira na mesa do boteco. “Mas e a tua infância?”, perguntou-me, quase que me induzindo a uma análise do meu conforto quando moleque versus a desgraça de algum outro menino.                 

         Fica até difícil se admitir numa conversa dessas. Mas, pra minha surpresa, o Bruno me tira da mochila uma foto. É um moleque (que até tem cara de sulista, pela cor da pele e as raízes obviamente européias) trabalhando na enxada, maior que ele, e aparentemente fazendo um bom trabalho… até porque os mais longevos a sua volta não parecem estar descontentes com o serviço do menino e permanecem concentrados no próprio labor.  

         Em vez de me ater à minha abastada infância, preferi deixá-la de lado e ver se conseguia abstrair do recorte em branco e preto algo além da pobreza, ali tão explícita. O descaso do garoto é tão grande, que pelo jeito o tempo de aprendizado já passou. É a semiótica da sua expressão que mais me fala naquilo tudo. Por trás do rostinho concentrado do menino, vem uma série de fatores consecutivos.

        No começo era dúbio, mas agora já incuti na cabeça que ele tem mais de ano trabalhando ali. Reitero: não demonstra cansaço, nem insatisfação aparente, dá conta do tranco sozinho (o mesmo que os adultos parecem aplicar mais esforço pra suportar) e tenho a impressão que o pobrezinho não está nem aí pra hora do break.

        Pus a mão sobre a fotografia, cobrindo a massa de gente crescida do segundo plano, e deixei só o menino figurar. Primeiro plano, corte seco, quase um retrato. Deu-me a impressão de que agora, sem os adultos por perto, ele se diverte sozinho no campo – como se fosse um menino da roça que brincava na plantação. Sabe aquelas brincadeiras de criança? Eu fingia ser policial e dar multa pros carros da rua, com meu bloquinho; ele finge que refaz o jardim de casa.

        Fiquei pensando se não seria melhor o fotógrafo ter enquadrado a foto da maneira que eu vi: só o menino, brincando na terra. Era a prova da minha mesquinhez, de preferir enxergar o que não dói. Mas aqui no sul a gente é mesquinho, mesmo… deixa o menino brincar em paz.  

Published in: on março 23, 2007 at 4:18 am  Deixe um comentário  

Carta Semiótica Com Endereço Certo

Eu nunca fui dos mais criativos no veio da metaforização. Sempre procurei construções mais diretas, passíveis de interpretação instantânea e, ultimamente, até procuro falar devagar para ser de mais fácil entendimento.

Ocorre, porém, nos idos da Semiótica, o que ela mesma traz no nome: um estudo das significações. A gente estuda algo, completamente abstrato – se não lecionado por meio de inxemplus (Xamplus, circa 1985) -, de difícil entendimento, para que nos façamos mais claros e inteligíveis.

Mas aí vem a semiótica aplicada, que soa mais pomposa ainda, e o que parecia discurso de filósofo barato em noite de grande bebedeira começa a fazer um sentido entusiástico. De se lerem nas entrelinhas da direção de arte dum filme (com direito a paleta de cores que remete à tristeza) ou de seu roteiro (de diálogos aliterantes representando sons de guerra) todos já se cansaram, e se perderam em inúmeras interpretações que nem mesmo o criador se lhes incitara.

Até que da água que bate na bunda não nos sobre respingo algum, essas coisas permanecem no nível da estratosfera – lá daqueles que conseguem pensar mais longe -, para nós. É quando nos pegamos engajados na produção de algo que nem nós mesmos nos damos conta da semiótica aplicada.

Qual é o sentido das coisas, afinal? Oras, segundo Peirce, ou Santo Agostinho, John Locke e adjacentes, o sentido que nós mesmos produzimos. Então, quando eu digo Casa, e você entende Casam, o significante proporcionado não provoca o resultado desejado. Veja, porinzemplus (Xamplus, 2004), a falha de comunicação entre duas pessoas que, ainda que situadas no mesmo contexto, perdem-se por mais de 4 vezes na projeção de um só signo: CASA. (http://youtube.com/watch?v=fN4QabZ1yxo).

Quando isso acontece, não ocorre a chamada semiose, que é o desencadeamento de um signo a partir de outro diverso, assim infinitamente. Em miúdos, quando eu falo e você me entende errado, ou mesmo faço algo mal-interpretado, o processo de continuidade do relacionamento (mesmo que só por uma conversa) é interrompido imediatamente, e depende, ou de nova interpretação, ou do retorno ao ponto zero.

Post com destinatário único, então não se culpem nem me joguem pedras.

Published in: on março 21, 2007 at 10:03 pm  Deixe um comentário  

Festa pra dois.

A gente vai, vem, mas no fundo o que quer mesmo é alguém pra nos fazer companhia em nossos próprios prazeres. São poucos que se propõem a tanto – tão a dar ou receber – mas, sempre que o momento acontece, a certeza da satisfação é grandiosa. É quase axioma – Deus me livre de querer compor um, mas é quase.

Sabe aqueles dias em que não se quer sair? São tão raros que, quando acontecem, a hesitação fica de castigo, lá no cantinho da sala. Hoje veio a idéia. Por que não, né? É tanto tempo desprendido na rua, no bar, na vida fora de casa, que só há poucas semanas fui descobrir o verdadeiro prazer de se fazerem as coisas em casa.

Com primeiro argumento de que ninguém há de incomodar – além das razões básicas de segurança, conforto, economia e despreocupação -, já se anda meio caminho (afinal, geralmente, metade da noite ordinária é tomada por “persona non grata” – no plural em latim, de que não sei fazer bom uso).

Foi até um certo cara que me inspirou a idéia. Esses dias, disse-me que ficaria “tranquilo em casa”, e eu, que já fui na casa dele, não via motivo pra minha sair perdendo – ainda mais com minha sacada tão hospitaleira.

Comecei no fim da tarde… pus um Jeff Buckley e um Cabernet Sauvignon. Depois um Dylan, e outro, e mais um… E a noite foi passando como nunca fiz num sábado. Tive um convidado de honra, claro – como é praxe aqui de casa. Não nos víamos já tinha mais de semana, e escolhi com precisão. Veio, conversou, bebeu e comeu comigo. E pareceu achar tudo quase tão bom quanto eu. Mas, lá dentro, o prazer era meu, mesmo.

Published in: on março 18, 2007 at 9:24 am  Comments (1)  

Zé Tadinho

Pois bem, ontem na aula de crônica nos foi passado um início de texto para que continuássemos. É um mote meio besta, mas me foi de bom serviço. É a primeira crônica-historinha que posto aqui.

Mote: Preocupado com dívidas, um homem vinha andando pela calçada de uma rua pouco movimentada nas proximidades do Zerão. De repente, tropeçou em uma carteira de couro. Abaixou-se, pegou a carteira e descobriu que dentro dela havia um punhado de dólares. Olhou para todos os lados e percebeu, cerca de vinte metros à frente, uma senhora idosa que caminhava lentamente. Correu até a mulher e perguntou se ela não havia perdido nada. A velhinha pensou um pouco, bateu as mãos nos bolsos da blusa e disse: “Ih, meu dinheiro”.

Aqui vai minha continuação…

É claro que ali pelo Zerão, a gente não dá muita bola, mesmo. Aparte o motivo do exercício, e a redondeza se reduz a não muito mais que poucos transeuntes. E esse homem, que prefiro chamar de Zé Tadinho, era só mais um deles, tadinho. O problema é que era o coitado errado. Fosse um maluco qualquer, nem veria a carteira; ou alguém muito de bem com a vida, procuraria o dono só no dia seguinte; e se fosse eu, pegaria o dinheiro sem pudores. Mas, tadinho do Zé, não é nenhum deles. O Zé é um coitado honesto, e por ser honesto, ta afundado em dívida.

Aí ficamos assim: o Zé não pega a grana porque não é direito, ou tem medo; e não devolve porque dá dor no peito, e coceira nos dedos. Ê, Zé, leva logo e se safa dessa! Ou, ah! José, isso não se faz… Deus honra quem tem honra!

O Zé poderia ter virado uma esquina antes, ou não. O fosse feito, do pouco dinheiro que lhe restava se faria menos ou mais pouco. Tadinho do Zé, que não tinha muita escolha mesmo, o dinheiro encontrado ali representava o mesmo dinheiro que ele perdia mais e mais, dia após dia.

“Sinuca!” – gritou o bêbado no boteco, torcendo pro jogo de bilhar –  “Sinuca ele, vai!”. Mais sinucado que já estava? Ah Zé, ta todo mundo contra você, hoje: o tempo, a dívida, Deus e o Diabo, e até o bebum!

“Taqui, minha senhora, deve de ter caído”

“Obrigada, meu filho. Como se chama?”

“Zé, minha senhora, Zé…”

E foram caminhando juntos.

“Tem filho, Zé? Deve ter, né! Tem cara de pai de família, gente honesta.”

“Pois é, to indo ver o Zezinho no hospital.”

“Ai, tadinho. Que que ele tem?”

“Medo, dona, doença do medo.”

“Mediquê?”

“Acho que é de mim, dona. Eu que nunca fiz nada pra ele. Mas é doença, os médicos dizem, né? Fazer o quê?!”

“É, às vezes a gente fica numa sinuca, né mesmo? Eu mesma tive medo de você!”

“É, sim, dona…” – o Zé foi se arrependendo de nem sabia mais o quê.

“Mas a gente esquece no dia seguinte e fica tudo bem, Zé. Coitado de quem não tem problema.”

E o Zé ia levando a conversa nessa mesma pasmaceira, era problema atrás doutro.

“Ta pensando no quê?”, continuou a dona.

“Ah, minha velha, senhora tem filho?”

“Por quê?”

“Coitados deles. A senhora é um problema. Pára de falar, que eu não agüento mais. Ouvi, ouvi e ouvi, esperando que fosse me consolar os problemas ajudar uma velha e a dona só me trouxe mais problemas!”

“Ah, tadinho de você…” ironizou a velha.

“Cala a boca, senão te arranco a carteira e a bengala! Quem fala agora sou eu.”

“E eu que te achei gente de bem. Fosse um maluco qualquer no meu lugar, te arrebentava os dentes.”

E o Zé perdeu a cabeça, coitado. E pegou o que prometera. E só lhe trouxe mais problemas. Tadinho do Zé, foi em cana, flagrado em 155, quase o salário dele. O filho, agora sem pai, tinha medo da mãe, que agora tinha problemas demais pra visitar o Zé na cadeia.

Zé Tadinho acabou morrendo na cadeia de problemas em que foi enfiado, e agora era Deus que estava na sinuca, porque não sabia se o Zé seria problema no céu ou se o inferno era mais um problema injusto na vida do Zé.

Published in: on março 16, 2007 at 2:30 pm  Deixe um comentário  

Apagão & Pingüins Invejosos

Esses dias, fui à UEL pro que seria mais um ordinário dia de aula – para a maioria dos alunos, diga-se. Não pra mim. Mesmo depois de dois anos fora da Universidade, pouco me importava rever os professores ou velhos amigos: meu propósito era outro.

          Para meu desapontar total, quem fui ver não estava lá, ou, se estava, não vi. A onda do apagão, já antiga neste país, boicotou-me e fez, quase como “noite em meu viver”, escura a universidade, que só não apagou por completo graças aos celulares modernos que a adornavam.

         Voltei pra casa desconsolado. Também pouco me importava a razão do maldito breu, só queria a decapitação imediata do responsável. Se ele ao menos soubesse o quanto eu esperei por aquele momento, quanto tempo gastei preparando maneiras presse encontro – e já desenhava na cabeça a cena -, não teria negligenciado a maldita eletricidade que move aquele lugar.

         Já no mesmo horário do dia seguinte, fui com a mesma expectativa, e lá estava ela, a Universidade, iluminada pela luz que certamente emanava de quem fui ver.

         Tia Alair, a tia da cantina, há 23 anos agracia o campus com sorriso e bom-humor que fazem de seus salgadinhos diminutos enfeites pra mais importante razão de sua presença por lá: fazer de nós pessoas mais felizes.

         “Aqui é meu mundo”, sempre diz a Tia, que hoje anda preocupada com rumores de que a querem banir de nós. Contam que um tal de Seo Pingüim tem mais licitação pra isso ou praquilo. Chego até a conspirar que foi ele o pivô do apagão, só pra escurecer a volta retumbante (como é todo ano) da Tia.

         Já foi pauta de colegiado, motivo de passeata, e não teve até hoje um desalmado suficiente pra tirar de alguém o direito de fazer feliz. A Tia sobreviveu a todos eles e só ganhou mais adeptos – sem nunca precisar de atendentes novinhas pra cativar seu público hormonado em abundância.

         Nós não nos intimidamos com isso, Seo Pinguim. A Tia pertence aqui e daqui só sai pra escovar os dentes e fazer reluzirem mais ainda os corredores, que são dela, e não tem apagão que lhe tire o brilho.

Published in: on março 15, 2007 at 3:27 am  Comments (2)