Colonia, 28 de novembro de 2006
O que posso dizer nesses ultimos dias de Alemanha eh que eh preciso muito esforco pra se ficar sobrio por aqui. As tentacoes vem combinando gosto, preco, variedade e clima juntos na terra da cerveja.
Nao sei se eh fator decorrente do alcool, mas aqui em Colonia as pessoas parecem mais bonitas que em Amsterdam e Berlim. Nao, claro que nao mais que em Estocolmo, por motivos de desnecessaria explicacao, mas ainda assim, uma beleza agradavel e dificl de nao notar.
Esse esquema de pegar carona foi uma experiencia legal, principalmente depois de descobrir que nao ha limite de velocidade nas estradas alemas – do que o povo parece tirar excelente proveito.
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Encontra-se de tudo aqui, exceto padrao e meio-termo. A cerveja eh sempre grande, o sanduiche iche* tambem, a estrada rapida, a arquitetura ou de muito bom gosto ou mais que brega, assim como a moda.
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Ha tambem essa tradicao aqui, ou sei la como se pode chamar, de a cada terco de quarteirao haver uma lanchonete turca, que vende essa maravilhosa combinacao de quitanda com churrasquinho-grego chamada Doner. Ele tem sido a base da minha alimentacao ultimamente.
O Doner consiste basicamente de uma porrada de vegetais (repolho, alface, cebola, tomate, pepino, etc) acompanhada de frango ou porco aparentemente com os genes modificados. Tudo isso socado dentro de um pao triangular generosamente grande e pincelado de algum molho a la fast-food. Agradou tanto, a ponto de se classificar em 2o lugar na minha atual lista de 5 comidas mais desejadas, batendo, por exemplo, um bom contra-file do Gelobel.
Eh a tal “junkie food limpinha” que o Simao tanto defende, mas nao cabe no paladar dele pelo tanto de verdes.






