“I’m Sitting Here” – My Darling You!

Quando escrevo por aqui, invade-me a vontade de um dia ser pago pra isso. Nao pra escrever, mas pra trabalhar sozinho, no conforto da minha casa, em frente a um laptop ou algo parecido e, antes de tudo, podendo escolher a trilha-sonora. Talvez, a ideia de abrir um cafe satisfizesse essa urgencia. Nao seria em casa, mas com certeza eu teria aquela “salinha do chefe”, com uma mesa, computador e duas cadeiras de costas pra quem ve. Sempre tive a impressao de que, la dentro, reina a felicidade.

Acho que o tempo em que duas mentes trabalhavam melhor ja se foi. Meio coisa de escola isso. Eh tao bom nao depender da competencia alheia. Talvez seja por isso que eu desisti de procurar gente pra montar uma banda (ou porque ainda nao encontrei um guitarrista que nao use pentatonicas). Engajo-me agora na missao de formar minha one-man-band – e aprender como usar um sampler. Como minhas pretensoes musicais nao sao das maiores, eh capaz de dar certo.

Ha um certo charme em conquistar as coisas sozinho.

Publicado em: on Agosto 29, 2006 at 1:31 pm Comentários (2)

Then you better start swimming or you’ll sink like a stone…

 Agora deu, nem na madrugada mais se tem paz pra escrever. Ah! O silencio… aonde foi? A paz de se ouvir somente o que se quer. Eh fato que nao se pode esperar muita calmaria duma sexta-feira aa noite, mas hoje o caos resolveu invadir ate mesmo minha, normalmente quieta, sala. 

O filme nao eh de mau gosto: Albergue Espanhol. Tem-me ate grande significancia – animou-me a nao desistir de vir pra ca. Lembro de assisti-lo com meu irmao, mes ou dois antes de partir. A realidade tambem nao foge muito da que vivo: gente diferente, de paises diferentes, com linguas distintas, numa terra estranha – todos com quase o mesmo objetivo, mesmo que nenhum de nos ainda o saiba. Dizem que leva o mesmo tempo que se aprendeu para se descobrir o que foi aprendido. O soubesse antes, teria escolhido uma breve excursao pro “Termas Aguativa”/Cornelio Procopio. 

Olhando pra tras, nao consigo enxergar o motivo que, de fato, me trouxe pra ca. Mas tambem nao havia motivo pra ficar, disso eu sei. Talvez, entao, o motivo fosse a estabilidade incomoda. Tudo ia muito bem, oras – que ha de se reclamar? Assim como tudo vai bem por aqui. Mas foi (e eh) preciso dar-se conta do momento de partir. 

Foram-me necessarios quase dois anos para entender que o progresso nao nos eh outorgado: por ele somos unicos responsaveis, sem brecha para interperies. Talvez nem o progresso, mas a mudanca. Lembro-me de que, ainda no Brasil, disse-me o Andreze que ”se voce ainda acha que a musica que compos ha um ano atras eh o melhor que podia ter feito, eh porque nao progrediu”. Talvez, mesmo a involucao nos seja de melhor uso que parar no tempo. 

Poucos sao os que dispoem dum avancado senso de mudanca; de ter o timing perfeito para tomar a decisao e dela fazer bom uso. Mas, da mudanca, pouco eh necessario para se extrair algo util. Pode ser doloroso abrir mao da comodidade, da situacao estavel. Cabendo ou nao o proverbio, Dona Maria Eudes sempre alertou que “o que arde cura; o que aperta segura” e, novamente, foi impecavel. Ah, se todos dessem ouvidos aa voz da experiencia… 

Ja sinto falta daqui, de algo que ainda nao deixei, mas ja decidi deixar. Deixo-me, porem, guiar pelos conselhos da vovó, pra sentir a prazerosa dor da mudança.  

“Time to leave this town
now your dreams have all let you down,
No one here will miss you now,
Time to wake up and look around.

Turn away and turn a head,
just a hopeless dreamer she said,
Eyes of cloud and feet of lead,
find a shore that needs you instead.

He used to be a lovely boy,
lovely boy, lovely boy.
He used to be a lovely boy.

Time on your hands,
world at your feet,
no adventure left incomplete.

Find a place where you can hide
from the love that holds you inside,
time’s so unkind,
like an old friend leaves you behind.
He used to be a lovely boy,
lovely boy, lovely boy.
He used to be a lovely boy.

Time on your hands… ” – by Keane

Publicado em: on Agosto 26, 2006 at 9:42 pm Comentários (2)

I used to think I was some kind of gipsy boy / Before I let you take me home

“Sitting in his nowehre land / Making all his nowhere plans for nobody… Isn’t he a bit like you and me?”

Acho que nem preciso ficar viajando. Ate pouco tempo atras, achava que o nomadismo me traria a redencao. Talvez estivesse enganado. Preciso estar num lugar em que eu ainda tenha o que conhecer, mesmo sendo a Florida. Quando se esgotarem as novidades, entao sera hora de partir.

Ha novidade no clima. Chove incessantemente uma agua rala – naquelas que as pessoas nao se importam em andar sem guarda-chuva. Daqui de dentro, parece ate estar fazendo frio na rua.  Nao fossem a obesidade, o mal-gosto fashion e o numero avantajado de afros que passam em frente a minha sacada, poderia me sentir ja em Londres.

O jeito eh continuar enfurnado aqui, ouvindo a mesma playlist por consecutivas vezes (no shuffle), tomando mais cafe e tentando escrever algo mais longo que tres paragrafos coerentes. Sabe que vai ser complicado largar desse negocio de morar sozinho, digo, no meu proprio espaco, digo, fora do telhado paterno. Nao por independencia nem nada, mas aqui, pelo menos, eu nao me sinto mal em passar o dia inteiro sentado no chao da sala com um laptop, copo de cafe e maco de cigarros aa frente. Porque eu responsavelmente sou merecedor disso, tendo pago o aluguel e contas afins em dia e com o suor do meu proprio sovaco.

 O grande ponto, entao, nao esta na independencia conquistada, mas sim no livramento do arbitrio e julgamento alheios. Nao me fiz tao claro. Vamos la: o mais dificil nao eh conquistar a independencia, eh deixar pra tras a satisfacao dada. Logico que eu ainda dou satisfacao pros meus pais, e muita! Porem, nao mais lhes convem me inquirir sobre improdutividade ou perdulariedade gratuitas, pois sabem do merito embutido no auto-sustento.

Se Orlando fosse uma cidade um pouco mais charmosa, acho que nao a deixaria ate realmente saber que nao havia nada de novo pra se fazer. Tipo Estocolmo… ate enche a boca dizer. “Onde voce mora?”, pergunta o desinformado. “Estocolmo!”. Repete comigo: Estocolmo (com grande enfase no “col”). Hahaha.

O triste eh que, depois de um tempo fora, voce descobre que a imagem do Brasil no exterior eh ligeiramente vergonhosa. Duro dizer, mas nao faltam motivos para tanto.

 Eu costumava achar que o Reino Unido era, de longe, o mais cool dos lugares habitaveis. Que nada! Agora que todo mundo vai pra Inglaterra, nao tem mais graca. Caiu no gosto popular, to descartando. Que nem banda: a gente descobre e gosta ate o dia em que ve algum palhaco pseudo-intelectual com oculos de armacao grossa (redundancia?) usando uma camiseta feita em casa com o nome da banda escrito em letras de tamanhos variados.

Entao, das duas, uma: ou acha-se um lugar novo e diferente, ou apela-se pros que cairam de moda (tipo os EUA – hehe). Mesma coisa com banda: ou descobre coisa nova, ou ouve aquelas que passaram a ser odiadas (tipo Legiao). Ta pra nascer o dia em que o individuo que vai “colar” no Valentino com uma camiseta do “As Quatro Estacoes”. Se eh que nao serei eu!

Voltando ao inicio do paragrafo anterior, daqui a dois anos sera legal morar em Londrina – lugar que ja foi cool um dia e cai agora no desgosto geral. E sempre vem alguem me perguntar “que voce vai fazer aqui em Londrina?”… Dizem que nada mais presta, todo mundo que era legal vazou, nao tem lugar pra sair, etc. Mentira! O problema esta em voce, idiota. Nao eh porque o Valentino e o Potigua mudaram de lugar que o mundo vai acabar.

Publicado em: on Agosto 25, 2006 at 6:40 am Deixe um comentário

Take a walk in the park / Take a valium pill

Dar uma volta no parque… sempre ouvi em musicas que era gostoso sair pra uma volta sozinho.  Nunca tentei, porem. Mesmo em dias como hoje, daqueles em que voce vara a madrugada fazendo porcaria nenhuma e, quando chega a manha, esta todo mundo dormindo ou trabalhando. Sobra-lhe a tarefa de continuar se divertindo solitario.

Soa triste, mas nem eh dos maiores desprazeres – porque nao da espaco pra opiniao e interferencia alheias. O tempo tambem rende: dali a tres horas, havera passado apenas 15 minutos (que anti-poesia malacafenta). Mas eh serio, programas solitos sao agradaveis. Falta no meu curriculo, porem, a tal voltinha no parque. Que diabos ha de tao interessante? O parque eh bonito, eu sei – no verao e no inverno. So que de beleza a TV estah repleta, e eh tao mais confortavel ver TV.

Acho que ainda nao sou velho o suficiente para caminhar no parque. Gente jovem toma milk-shake e vai ao shopping. Eu, como nao tomo milk-shake, vou sempre pro shopping, que por maldicao so abre as 09:00am.

Chegou a hora de enfrentar a caminhada no parque, mesmo que, para tanto, tenha que pegar o onibus. O parque aqui do lado de casa eh meia-boca, e ja que eh a primeira vez, farei com estilo: vou pro parque mais bonito e frequentado – tao grande que nao aprenta, porem. Vou alimentar os cisnes, atormentar os esquilos, ouvir musica sentado na grama e beber suco. So nao sera um passeio a carater porque nao uso bermuda nem chinelo (alias, ha tempos que quero escrever uma cronica sobre os charmosos chinelos Raider). “Charmosos chinelos” aliteraria bem um soneto de emo-blog.

Camiseta branca me parece apropriado pra situacao. Jeans e tenis branco (a la Ir. Acacio) substituirao os dois item antes rejeitados (bermuda e chinelo, respectivamente). Pensei ate em comprar uma meia social azul-marinho para rigorizar ainda mais o traje, mas nao estou disposto a investir num setor que ainda me eh incognito.

Mochila nas costas, levando discman, case de CDs, reserva de cigarros, caderno de anotacoes (item intelectualoide que me serve de rabiscadouro pra horas de tedio), chave de casa. Cabelos sem boina ou gel. Dinheiro solto no bolso. Estamos prontos: eu e o receio de ser uma bosta.

“Judy, let’s go for a walk  / We can kiss and do whatever you want     But you will be disappointed / You will fall asleep with ants in your pants”  by Belle And Sebastian

Publicado em: on Agosto 23, 2006 at 12:56 pm Comentários (2)

Meat Is Murder

Como posso comprar uma briga sobre linguagem, se nem mesmo tenho um teclado adequado para tanto – cade os acentos?

Eu acho fantastico duas pessoas rebuscando ate a privada para conseguir um pouco de respeito. Meu pai sempre me alertou para o cuidado com a petulancia. Mas quem sou eu para ser restringido, se ate a Professora Zeze pode abusar e ser pernostica?

Ok! Nao quero ter meu direito de briga cerceado, nem brigar pela lingua (se dela nao puder fazer uso proprio). Nesse caso, sobra-me apelar para o pessoal: que batalha anormal eh essa que vos orgulha, oh vegetarianos?

Doem-me as ancas so de pensar no desespero de cagar brocolos puros – ou, no maximo, amalgamados na (maldita) soja! A soja estah para os vegetarianos como a ciclovia pro PV: eh solucao pra qualquer parada, envergando de crise nas Ilhas Virgens ate crescimento anormal das unhas.

Ouvi dizer do velho (e leia-se, bom amigo) Digo que a carne de soja lhe era tao apetitosa quanto um corte suculento de picanha “mais pra mal-passada”. Perdao, mas concedo-me aqui a liberdade de protestar sem conhecimento empirico algum: nunca provei carne-de-soja (que eh soja, nao carne) e lhes afirmo que eh sojenta! Nao adianta contrariar, porque aqui eu me valho do anti-argumento “Nao tem como”.

Ha os moderados, que comem ovo e tomam leite… alguns, ate frango e peixe… outros, mandam uma costelinha na surdina, mas nunca em publico. Eu quero achar a razao. Porque, caso fosse algo verdadeiramente plausivel, todos defenderiam um mesmo ponto. Mas nao, um diz que eh por saude; outro, virilidade longinqua; a Nayara era por pena dos bichinhos; certo louco me afirmou que “ta na Biblia!”. Depois desse, larguei mao e tomei posicao firme. Vegeta quem esta em coma-profundo… e o dicionario me define coma assim: “estado patológico caracterizado pela inércia física e intelectual”. Posso analisar quase cada palavra da definicao, mas somente “patologico” e “inercia intelectual” ja me sao suficientes e auto-explicativos. 

(Gosto de citar meus pais, avos e tudo o que provem do conhecimento experiente, porque nele sempre habitou o bom-senso. Lembro-me de descer a nebulosa serra, rumo aa praia, e ouvir minha avo profetizando “vai chover hoje… serracao na serra, chuva na terra; serracao baixa, sol que racha”. Dona Maria Eudes nunca falhou.)

Foram-se os tempos em que carne era sinal de prosperidade; produto caro e nobre, que dava riqueza e charme aos banquetes e anfitrioes. Quase vou aas lagrimas, quando me recordo do Vo Jao, que insolitamente me ninava contando, animado, historias das festas a que foi e dos anos 50. O velho, porem, de subito, caia em tristeza e dizia que ”dai, quando vieram os anos 60, surgiram os tais hippies e ficou bonito ser sujo”.

Nao vou discutir a cultura hippie, nem as drogas ou o gosto pela nao-limpeza. Mas renegar carne eh, sem contrargumento, auto-flagelacao gratuita. E, alias, prefiro parar por aqui, sabendo que nao ha arroz com lentilhas pareo para meus files e X-Burgueres.

 …

“And the flesh you so fancifully fry
Is not succulent, tasty or kind…”
– pobre de ti, Morrissey…

Publicado em: on Agosto 21, 2006 at 8:36 am Comentários (5)

“They said there’s too much caffeine in your bloodstream”

Excluindo a dor nas costas, ate que nao me tem sido danoso ficar acordado continuamente por dias. Hush-a-bye, tudo vai ficar bem… A cafeteira e a xicara ja nao aguentam mais trabalhar de graca e a relacao da minha bunda com o colchao sofreu desgaste consideravel. Os fones de ouvido, por sua vez, progrediram uma rouquidao semelhante aa minha. Eu, no aproximar continuo de quebrar um record que nem mesmo sei o quanto eh preciso pra ser quebrado.

Eh bom, que tenho um acrescimo diario de nove horas das que falar pra quem quer que ouse perguntar a respeito do meu dia. Por menos produtivas que sejam, ainda sao nove horas.

Agora, apos um breve sono, a eletricidade do cafe ainda me assola e me faz pular (???) ao som de “Hallelujah”  (Ah! Se eu conseguisse escrever, certo dia, algo com a graca dessa primeira estrofe, seria um blog mais lido). Havia tempos que eu nao maratonava varias doses de cafe. Como eh prazeroso sentir-se pronto pra qualquer coisa, menos para dormir – sempre tangendo um subito colapso cerebral.

A embriaguez de cafe eh, no minino, mais interessante que a de alcool. Toma tempo tomar tanto cafe. Acho que por isso sao poucos os que se aventuram em cafelizar-se. Toma dias, toma paciencia e perseveranca, mas paga com a recompensadora certeza de que a sensacao sera duradoura e nao ha de se correr o risco da auto-exposicao vexatoria.

Do cafe, tiro a disposicao e a oportunidade de me comprazer em ficar dentro de casa, divertindo-me com o produto daquilo que eu mesmo produzo: seja isso uma ligacao telefonica, ou o proprio cafe.

“I couldn’t live my life that way… It’s bad for my health…  Never lose your sense of wonder, even if you lose all else” – by Yeti

Publicado em: on Agosto 20, 2006 at 5:31 am Comentários (1)

“Remember when you were young / You’d lose yourself”

“I can’t remember what I did
I was just a little kid
I can’t remember what I did
I turned around and wet my bed”
– by I’m From Barcelona

De ficar tanto tempo dentro de casa nos ultimos dias, consegui remontar toda minha trajetoria de vida, desde os anos puberes. Nela, acho ter encontrado dois grandes marcos: os 15 e os 20 anos (dos quais me despeco em breve).

Aos 15, envolvi-me com movimento estudantil, criei sociedade secreta (mesmo que de apenas tres membros), dei entrevistas de TV, traih um grande amigo, pouco me relacionei com meus pais. Bons anos, aqueles. Anos despreocupados (mesmo com toda perturbacao adolescente) e inconsequentes, no bom sentido – quando a consequencia era motivo secundario de encanacao. A meta era mudar o mundo sem tardar.

Quando vieram os quase-20, as coisas mudaram de novo. Sem grandes acontecimentos: mudaram mesmo as perspectivas de vida. A grande diferenca entre os 15 e os 20 eh que, naqueles queria-se mudar o mundo a todo custo, e nesses, acha-se que eram aqueles apenas anos imaturos (“como eu era novo e pretensioso”). Grande bobagem, nao? Continuo o mesmo adolescente arruaceiro, porem pubescendo agora a maioridade e procurando achar qualquer possibilidade de futuro bem-sucedido.

Eh gozado como sempre enxergamos outras pessoas se dando bem, em detrimento do nosso proprio sucesso. Talvez ele sempre esteve conosco, so que nunca nos demos por satisfeitos. Raros sao os que clamam “Nossa! Aqueles foram anos de merda!”. Doutro lado, nao faltam angustiados com o futuro nao-proximo – invariavelmente tremulos e temerosos quanto ao que a vida lhes darah em seguida. Dar-lhes-a o que lhes eh merecido, oras. A vida eh injusta com aqueles que nao perseguem seu jus.

Nao que eu me arriscaria numa dessas, mas eh exemplar ver a Roberta, sete anos apos o termino do colegial, com mais dez de certo estudo nao-ou-pouco-remunerado a sua frente e, ainda assim, animada com a perspectiva de ser dermato-esteticista em Portugal! Nao obstante, tambem reverencio a posicao do Gazzoni, despreocupado com a incerteza do futuro (porque sabe ele que “no final, tudo da certo”).

Chegando aos 30, quero poder me orgulhar duma juventude bem-sucedida e saber que a crise da meia-idade eh tao besta quanto essa atual, e que tudo ainda estara desapercebidamente dando certo…

Publicado em: on Agosto 17, 2006 at 12:05 am Comentários (3)

“The city… the society in bloom with progress in mind”

Com os avancos tecnologicos eu cresci, sempre atrasado. Sempre me recusei a incorporar as novidades eletronicas logo de cara. Lembro-me, alias, que utilizei o Windows 3.11 ate os idos finais de 97 – quando todos jah esperavam ansiosos pelo tal Windows 98 (com o qual tambem fiquei por uns bons 5 anos). Digitava trabalhos de escola no Write.

O mp3 tambem demorou a fazer parte da minha vida (veja que ate agora nao tenho um iPod, mesmo custando uma mixaria por aqui). Hoje em dia, nao nego: baixo musicas constantemente. Mas continuo comprando discos, o que talvez amenizasse minha sentenca, caso fosse preso por pirataria ou download ilegal.

Aa camera digital ainda nao me rendi… mas sei ser por pouco tempo. Antes de embarcar pro mundo velho, devo abrir mao de minha amiga analogica para o conforto do mundo digital e chips de 2 giga-bytes. O Photoshop, creio eu, deve ser o advento sucessor e quase instantaneo de quem comeca a usar pixels em vez de papel. Nem sei se o nome eh esse ainda; no minino ja inventaram um “ProPhotoTools3000 Revolution X” – mas, no fim das contas, eh tudo PhotoShop.

Telefonia celular: outra que tardou me pegar… Foi em 2004 em que, a meu contragosto, fui forcadamente presenteado com um desses telefones de bolso. Nove meses depois, nao podendo me livrar do maldito, fugi do pais, em crise anti-celular.

Encara-me agora o receio de reservar hoteis e voos antecipadamente pela internet. Quem me garante a precisao desse sistema? “Todo mundo”, dira voce, pessoa antenada. Mas eu sou um sujeito de barba e antena falhas. Ja ate comprei ingressos, CDs e pizza online, mas a perder o voo por acreditar no mundo moderno eu nao quero me arriscar.

Boa sorte, amigos prafrentex! Ficarei com o atraso da agencia de turismo.

“The city… the society in bloom with progress in mind / The city… lotta people doing things they don’t want to do / The airport… lotta people go to places just to leave it behind / The airport… they wanted another life that now’s killing them(?)”    by Loney, Dear

P.S.: “Grifem: panela aberta!”

Publicado em: on Agosto 16, 2006 at 4:48 am Comentários (2)

“I may be right, you may disagree / Same old story, same old me”

Acho que foi na semana passada, nos trocavamos musicas pela internet. Ele, obviamente, apelou pro classico: mandou o novo Chico Buarque (a que nao tenho acesso por aqui), com a firme certeza de minha apreciacao. Logico. Eu, ingenuo, tentei introduzi-lo uns rockinhos modernos… algo me dizia que dessa vez daria certo. Ledo engano – meteu o pau em tudo. Mesmo no otimo Razorlight (Vice), que ate meu pai gosta, a paulada foi grande. Nem preciso dizer quem eh…

Nao sei porque ainda passo madrugadas em claro tentando convencer as pessoas a gostarem do que eu gosto e fazerem o que eu faco. Pelo menos, volta e meia, consigo algum resultado: arranjei uma possivel companhia pra viajar a Praga. Mesmo nao havendo nada confirmado, ja me alegro por hora. Eh um bom menino e bebe razoavelmente bem. Tambem nao preciso dizer quem…

Trilha sonora dum tempo que nao voltarah…

“America”

What a drag it is
The shape i’m in
Well I go out somewhere
Then I come home again

I light a cigarette
‘Cause I can’t get no sleep
Theres nothing on the TV nothing on the radio
That means that much to me

All my life
Watching America
All my life
There’s panic in America
Oh Oh Oh, Oh
There’s trouble in America

Tell me how does it feel

razorlight.jpgby Razorlight 

Publicado em: on Agosto 15, 2006 at 9:23 am Comentários (2)

Cooking…

In the kitchen, where the problems go away…

122.jpg

Publicado em: on at 1:36 am Deixe um comentário