If You’re Going To San Francisco

“We hung about the stadium
We’ve got no place to stay
We hung about the tenderloin
And tenderly you tell…”

Fisherman’s Wharf

\fisherman12.jpg

Chinatown

chinatown21.jpg

1/2 Chinatown 1/2 Financial District

financ3.jpg

Golden Gate Sunset

golden.jpg

Pier 37 (maybe)

pier.jpg

Wine Country

wine2.jpg

Publicado em:  on Julho 31, 2006 at 5:17 pm Comentários (5)

I really really wish I could be somewhere else (no cu do mundo)

A Florida eh tao quente e umida, que talvez aqui seja a pelvis do mundo. Eh engracado, mas eh verdade. Nao vale a pena sair de casa, a nao ser com algum proposito muito interessante. Talvez seja o unico momento em que eu me sinta confortavel suficiente pra soltar esse palavrao-carioca tao insuportavel: mas isso aqui eh literalmente ESCROTO.

Eh legal morar por aqui e “et cetera”, mas esse clima cerceia qualquer tentativa de diversao que nao seja “Parque Tematico” – ate porque no parque, toca-se o foda-se e que se foda, pra foder o resto da frase. Do contrario, o mais conveniente mesmo eh ficar em casa ouvindo musica, no telefone, fumando, comendo, bebendo, escrevendo, lendo e fazendo planos pra “quando eu for embora daqui”. Se conseguir completar um terco de todos os que fiz, poderei me orgulhar de ter mais historias pra contar do que os mendigos que o Gazzoni conhece.

Ontem, estava arquitetando umas estrategias pra essa proxima viagem. Pensei em cortar pela metade os paises a serem visitados e passar dois meses na escandinavia, rodeado de gente bonita e loira. Ou passar esses mesmos dois meses com o Cheroso em Londres, comendo cheeseburger com mostarda todos os dias e trabalhar so de sexta e sabado em SoHo. Seria genial. Dois meses na Polonia ou Ucrania nao me seriam de todo mal, tambem.

Acho que faco muito planos porque estou ficando velho e apressado pra fazer tudo de uma vez, antes que me va. Nao sei se alguem ja notou isso, mas eu tenho um medo cretino da velhice. Nao quero morrer antes de ficar velho: quero ter 21 anos ateh os meus 65, entende? Mas 21 anos mesmo… corpo, rosto, pique etc – nao “velho com espirito jovem”, que nem minha avo diz e eh ( o Simao tem asco de “velho que se acha novo”… com razao).

Hoje, foi um velho no restaurante. Sozinho… e todo feliz que, assim como metade da populacao senil americana, acabara de se mudar pra Florida. E, pro meu desgosto, quando indagado sobre o motivo, respondeu firme “Ah! O clima, claro!”. Perdi o tal clima na hora e rapidamente cortei o dialogo com um sincero “divirta-se”. Sabe ele, serah, da enrascada em que estah se enfiando? Espero que sim, porque depois que sai no obituario que “senhor nao resiste ao calor e umidade”, neguinho comeca a falar em aquecimento global e mae-natureza. Tinha ate um pivete chamado Ecologia (nao aa toa) no MORADA DO SOL, por volta de 1993/1994, que no alto dos seus 7 anos ja alertava a pobre populacao londrinense sobre os perigos de se arrancar uma folha da arvore. Acho que ele foi abduzido por alienigenas, uns anos atras. Ja viu, neh??

Eh tanta coisa que faz mal pra natureza hoje em dia, que eu nem me importo mais. Ar-condicionado, carro, geladeira, pilha, desodorante, cordao-umbilical: tudo eh prejudicial pra porra do eco-sistema. Alias, ainda nao consegui achar algo mais brochante que falar de biologia – seja disso ou do potencial que as minhocas tem de aprimorar a qualidade do alimento, o que poderia substituir os transgenicos numa projecao de 70 anos. Numa projecao de 70 anos vai estar todo mundo morto, amigo.

Musica da semana: Emily Kane – by Art Brut.

Publicado em:  on Julho 26, 2006 at 5:42 am Comentários (5)

Untitled 1 (que nem o Keane)

Se o Simao se atrai pelos antipaticos, o Gazzoni pelos menos privilegiados, o Jess pelas loiras, eu acho que nao tenho muita preferencia. Gosto de quase todo mundo.

Nao faz muito tempo, pouco antes de comecar este espaco, escrevi uma cronica sobre mim mesmo. E cheguei aa humilde conclusao de que eu sou um cara feliz. E qual o problema em ser feliz?

Existe uma corja de intelectualoides que corteja a tristeza e reprova os felizes… Digo isso sem sequer mencionar os auto-proclamados “EMOs”. Eu nao faco a minima ideia do que eh ser EMO. Sei que eles usam calca colada, cabelo com chapinha, tem cara de menina e gostam de chorar. No meu tempo a gente chamava isso de viado. Mas os homossexuais sao, pelo menos aparentemente, felizes!

Eu tenho me sentido tao bem ultimamente, que nao ha motivo pra fazer cara ruim ou criar um fotolog, postar uma foto olhando pro horizonte e gravar na lapide “folhas caem, mundo-cao, todo mundo se foi… sinto-me obscuro… cafe e Leonard Cohen”, haha. Mesmo antes… nunca fui triste, depressivo e mal-humorado. Entao, decidi ser feliz sempre (que decisao fantastica) e eh uma tarefa divertida.

Pro inferno com essa intelectualidade tristonha. Por mais que nao seja a mente mais brilhante do mundo, sempre me achei levemente genial. E eu sou, provavelmente, um e um milhao por ser um genio feliz, o que me da oportunidade de desfrutar da genialidade. Nao eh o maximo? Em vez de ficar remoendo a genialidade em casa, escrevendo poemas “de que a vida nao presta”, eu quero mais eh me divertir. Dai neguinho vem me dizer que por isso eu “nao exprimo credibilidade alguma”. Pau no cu da credibilidade.

Ha tambem os que invejam a genialidade duma vida simples, do tipo: “Quanta gente burra! So pensam em beber, comer, trepar, pegar balada… Nao fazem mais nada. Ah! Se eles lessem meu ensaio sobre o suicidio (que nunca foi aprovado pelo PROMIC), veriam como a vida eh complicada”. O imbecil menospreza os maiores prazeres da vida pra ler ensaio sobre suicidio… pobre criatura.

Logico que eh legal ouvir Radiohead, Jeff Buckley, ate um Coldplayzinho cai bem de vez em quando, mas fossa tem limite, porra.

Publicado em:  on Julho 22, 2006 at 8:50 pm Comentários (6)

“If I could have a second skin / I’d probably dress up in you”

Acho que havia uns tres meses que eu nao acordava tao bem. Fui acordado, diga-se.

Eram 09:30am e fui acordado. 45 minutos depois, estava na porta do meu trabalho esperando por meus colegas (que la tambem lavouram) aparecerem, para que fossemos a um dos parques. Nao demoraram muito… uns 10 minutos. Eh aniversario de uma integrante do nosso “time” (que brega), e a gente resolveu leva-la pro parque onde tem show com golfinho, baleia, cachorro, flamingo e tudo o que for ou se auto-proclamar selvagem.

Dentre os integrantes do grupo, estah a Nadyia. Uma menina bonita, alva, olhos azuis e o cabelo eu nunca sei dizer a cor. Esses dias atras, eu cheguei aa conclusao de que sempre que nao se sabe a cor de um cabelo pintado, diz-se que eh “caju” ou “acaju” (que nem do Silvio Santos). Entao o cabelo da Nadyia eh caju. Pronto. E ela eh minha namorada. E eh dela que eu quero falar. Ou melhor, do nosso namoro.

Depois de muito tempo sem namorar pra valer, essa menina foi um achado. Por mais que ela nao esteja interessada no arranjo de cordas de “The Model” – que eu acho maravilhoso -, ou nao admire a voz do Brian Wilson. Por outro lado, ela guarda o espirito genuino dum apreciador de arte…

Assim: pra ela, o Bob Dylan eh soh mais um cowboy velho… mas quando eu recito a letra de “Love Minus Zero”, ela chora; ou acha lindo quando canto “Funny Little Frog” em sua presenca e homenagem. Entende? Ela danca quando a musica eh dancante! E chora quando eh triste. So canta junto no refrao, porque, afinal, eh a parte importante da musica.

Isso eh algo que eu sempre quis ser. Eu ouvia o Stuart Murdoch falando “I could dance all night like I’m a soul boy / But you know I’d rather drive myself across the dancefloor / I feel like dancing on my own / Where no one knows me”, mas estava sempre preocupado com o que o idiota ao lado ia pensar do meu jeito estranho de dancar. Ainda assim, nao queria dancar que nem todo mundo – que nem o Guilherme imitava a “danca de playboy” -, nem nao dancar. Mas com ela eu danco. Em casa, so nos dois pulando com o som alto.

Esse eh seu maior valor: ela faz com que eu me sinta onde eu gostaria de estar. As vezes tambem me faz sentir-me como quem eu queria ser, mas isso eh so as vezes.

Ela nao fala o melhor ingles do mundo, mas, no fim das contas, o falastrao sempre fui eu – nao ela. Logo, basta-lhe entender.

Publicado em:  on Julho 16, 2006 at 4:31 am Comentários (3)

“Time is a jet plane / It moves too fast”

Anteontem, eu conversava com o Leo pelo MSN e ele me perguntou que musica eu achava que mais bem representaria o tal Dia Mundial Do Rock – de que eu nem fazia ideia. Ora, a resposta nao muito tardou. Eu joguei “Like A Rolling Stone”. Eh claro que eu diria um Dylan… so nao queria que fosse essa, por motivos obvios. Eh simples assim: Like A Rolling Stone comeca com um toque de bateria e termina abaixando o volume – o cliche mais genial da historia. O resto o Greil Marcus ja falou. Porem, ela nao eh, nem de longe, minha musica preferida do Dylan, e nem deve ser a de ninguem.

Prefiro preferir You’re A Big Girl Now. Um Dylan simples, que consegue fazer da frase mais ordinaria do mundo uma lirica shakespeariana. Nao sei por que motivo, mas quando diz “Time is a jet plane / It moves too fast”, eu tenho vontade de dar PAUSE – e geralmente dou… soh pra fumar um cigarro na sacada.

….

E aqui vai, pela primeira vez, minha recomendacao musical da semana: Razorlight – “In The Morning”. Eh o primeiro single do novo disco, que sai nessa semana. Eh um negocio meio disco-pop 80. Eh bem legal… mas eu ainda prefiro “Somewhere Else”…

Publicado em:  on Julho 15, 2006 at 6:05 am Comentários (1)

When The Sun Goes Down

“At least they said it changes
When the sun goes down”

Existe algo com essa epoca do ano que me leva de volta aos anos de adolescencia (nao tao longinquos). Mas esse negocio de verao, calor, gente sem camisa, cidade turistica me deixa com uma vontade enorme de fazer algo diferente. No inverno tudo eh mais serio, mais escuro… a gente come mais, fuma mais, trabalha mais, sorri menos e etc. Mas no verao (e aqui o verao eh intenso, mais que aih) essa incontinencia ganha forca e incomoda.

Quando eu era mais moleque, fazia planos a todo momento, e em pouco tempo os estava executando – do jeito que desse, mesmo que o fracasso fosse inevitavel. Hoje, parece-me que sempre transbordo covardia. Sempre existe um motivo pra desistir ou sequer comecar algo.

Na semana passada, um amigo mudou-se aqui pra casa e, com ele, veio uma parafernalha mais que satisfatoria de equipamentos musicais: mesa de som, microfone decente, PA’s potentes, violoes, guitarras, o laptop do qual vos escrevo, e um pouco mais. Nao perdi a oportunidade e, logo, comecei a fucar (adoro essa palavra) nos instrumentos.

Como o Simao recentemente me enviou uma serie de musicas que ele tinha gravado, eu fiquei com inveja e prontamente comecei a gravar as minhas. Gravei uma… duas… mandei pra alguns amigos, tive boa aprovacao… gravei um cover do Dylan… nao gostei do resultado e parei. Nao foi por falta de incentivo, mas pela enesima vez desisti de um projeto (que agora me cobro de reanimar).

Ontem foi um dia tao desgostoso, que me deu vontade de ir pro aeroporto hoje pela manha e pegar o primeiro voo que aparecesse. Isso nao eh aquela crise de menina de 15 anos que diz “as vezes tenho vontade de sumir desse mundo!”. Nao. Eh pelo simples tezao de fazer algo inesperado. Eu realmente o teria feito, nao fosse pelo motivo de ter que segurar o dinheiro que agora tenho e faze-lo crescer para essa tao esperada viagem pro Mundo Velho.

Passei boa parte do meu dia, hoje, fumando na sacada, vendo o tempo mudar de cara a cada 15 minutos. Volta e meia eu retornava pro computador e checava se jah tinha terminado de baixar as musicas que eu queria. Pelo menos consegui baixar todas.

Quando eu tinha 15 anos, dias como esse sempre tinham mais graca. Parece que, a cada dia que passa, a vida fica menos ousada. E minha mae ainda diz que eu to muito “saidinho”. Deixa o verao passar, mae…

Publicado em:  on Julho 13, 2006 at 5:13 am Comentários (2)

The Old Friends Won’t Meet Again – (Mea Culpa)

“The old friends won’t meet again
But old scraps, they still remain
The oldboys that grew with me
I left’em just to follow my own way”

Uma auto-referencia profetica…

Quando nao se tem mais nada pra fazer, ninguem pra conversar ou cigarros pra fumar, virou habito compulsivo entrar no Orkut. Mesmo que seja soh pra entrar. E ai do panaca que me negar faze-lo. Ateh quem nao tem Orkut entra no Orkut. Entra-se e fica-se inerte por cinco minutos, ateh que a coceira nos dedos se faz maior. Aih eh que comeca o fucar (com cedilha).

Fuca-se em tudo: fotos de desconhecidos, comunidades bizarras, perfis interessantes, amigos de amigos, etc.

Eu mesmo, dois dias atras estava a faze-lo. Quando achei a aparentemente menos atraente possivel comunidade da rede: “Os Burros Vieram Pra Londrina”, ou similar, com apenas um membro. Essa estava de certa maneira conectada com uma outra que, mesmo nao sendo mais atraente, era um pouco mais plausivel (“Os espertos sairam de Londrina”). O problema eh que as unicas comunidades relacionadas com essa ultima sao do genero “Sao Paulo Cultural”, “To Indo Pra Sampa”, “Botecos de Sampa”, vai dah o cu em Sampa!

O que me mais atormenta eh esse negocio de que Sao Paulo eh a terra prometida. La, todo mundo da certo. Nao que eu nao goste de Sao Paulo. Eh uma otima cidade. Bastante gente, bastantes shows, grandes eventos, inumeros botecos. Mas, convenhamos, essa historia de que em Sampa tudo prospera eh sonho de retirante nordestino.

Agora pronto, todo mundo se vai pra Sao Paulo – a musa dos paranaenses interioranos, dos quais sou um (bem resolvido, diga-se).

Aih neguinho chega na capitar, com sotaque do interiorrr, mas, logo no primeiro metro que apanha, solta um pore favorr (aa paulista). Depois toma um cafeh de rua, anda na Paulista, pega balada na Vila Madalena, assiste aa CXIV Mostra de Filmes Lasseur Busoir e acha que vai ser curador do MASP no ano que vem (ou editor da FOLHA).

O triste azar eh que otimas pessoas estao realmente saindo de Londrina. Umas pra Sao Paulo, outras Toquio, Londres, outras voltam pra Herculandia, e por aih vai. E quando aquela musica fala dos velhos amigos que nao mais se verao, doi. Porque eu saih de Londrina com a firme consciencia de que voltaria. Mas nesse meio-tempo tanta gente vazou, que eh possivel que eu encontre o Patio San Miguel vazio em sexta-feira de Rodrigo e Rogerio no Acustico (ou seja lah quem for que venda mais convites praquele infortunio).

Mas eu ainda guardo a esperanca de rever alguns bons amigos antes de morrer. Hoje mesmo conversei com um que estah em Londres (e por lah nos encontraremos neste ano), outro que estah de mudanca pra Sao Paulo e uma que pretende “morar fora” – como dizem por aih – por um ano ou mais. Quero reve-los todos. Porem, como bem diz o inicio desse post, eles nao mais se verao, mas as lembrancas ficarao. E a culpa eh minha, porque quem os deixou primeiro fui eu.

Publicado em:  on Julho 10, 2006 at 7:07 pm Comentários (5)

Morrissey – The Queer Is Not Dead

Ha alguns dias atras, estava conversando com o Simao… Sabe como eh o Simao, ne??? Depois de 30 minutos ouvindo e concordando, solta aquela bomba. Nao… nao o costumeiro peido – esse eu nao consigo ouvir por telefone. A conversa ia sobre uma musica que fala de voyeurismo. Daih ele pega e me manda um repentino “o grande problema dessas bandas, tipo Los Hermanos, eh que eles nao trepam”… E ele estah certo. Sexo eh imprescindivel no rock, e esse povo fica falando do cara estranho que chegou ou do Pierrot. Misericodia (sem o R, como bem dizia a Cida que trabalhava lah em casa).

Bom, sei que isso me deixou matutando o dia inteiro. Daih, eu tinha prometido pra ele que escreveria algo sobre o ultimo disco do Morrissey, que soh fala de SEXO! Ateh que enfim o Morrissey trepou… Serio. As letras estao muito constrangedoras. Como eu nao consegui escrever nada decente, vou postar soh uns trechos do meu texto, que contem umas letras.

ringleader

“… num nada incognito apelo ao Todo Poderoso, Morrissey apresenta “Dear God, Please Help Me”, em que confessa “There are exploding kegs / Between my legs” e logo em seguida solta um “Now I’m spreading your legs / With mine in between”! Aih vem You Have Killed Me com uma sinceridade matadora: “I entered nothing and nothing entered me / ‘Till you came with the key”. A gente jah sabia do primeiro verso, mas nao da chave! haha!…”

“…Por fim, Morrissey termina o disco com uma valsa, em que se redime de todo pecado e culpa de uma vida reprimida “I once was a mess of guilt beacause of the flesh / It’s remarkable what you can learn / Once you are BORN, BORN, BORN!!”…”

Isso foi o mais importante. O resto eh letra sobre guerra no Iraque, casamento do principe Charles, infancia complicada (The Youngest Was The Most Loved – nessa, Morrissey botou um coral de criancas italianas a cantar “There’s no such thing as normal” – hehe). Aih tem mais uma que ele fala “in the final hour of my life / I’m falling in love again”.

Musicalmente falando, Moz continua mesmo. Eh aquele negocio: uma linha que tange o belo e o brega ao mesmo tempo… uma linha bem fina. Tem ateh uns arranjos do Ennio Morricone, com sinos, cellos, orgao de igreja e tal, mas o que vale o disco mesmo sao as confissoes do cara.

Alias, eh aniversario de 20 anos do Queen Is Dead e ateh rolava escrever algo, mas tanta gente escreve desse disco que nem tem graca. Li uma reportagem de 20 paginas soh sobre as historias e lendas, o processo de gravacao e etc… mas deixa pra la…. vou trabalhar.
morrissey

Publicado em:  on Julho 9, 2006 at 8:10 pm Comentários (1)

The Man Who Would Be King (Resenha De Um Disco Que Quase Ninguem Resenhou.)

Albion

Eh realmente dificil esquecer o fato de que o primeiro (talvez ultimo) disco do Babyshambles saiu um ano atrasado. Doze meses de espera dolorosa para quem era fa dos Libertines, vendo Pete Doherty decair de heroi mal-entendido pra piada de tabloide britanico. Mas, enfim, eis aqui um disco, refrescador de memorias, fazendo-nos lembrar de que ele eh, na realidade, um cantor de rock.

Down In Albion traz 16 cancoes (se assim as pode chamar) e mais de uma hora de quasi-musica – tudo isso gravado de marco a maio de 2005 e produzido pelo legendario e ex-produtor dos Libertines Mick Jones (ex-Clash, diga-se de passagem).

A boa noticia eh que quase tudo aqui mostra alguma evidencia do jeito unico de cantar (ou murmurar) de Doherty, uma poesia negra, porem bela e todo o charme que Pete adicionava aos Libertines. Ja a ma noticia eh que eh realmente desapontador ouvir faixas que comecam com momentos de brilhantismo e quase sempre terminam num caos ensurdecedor, mesmo que silencioso – como se alguem, de fato, estivesse consumindo consideravelmente algumas drogas pesadas.

Mas, cortando essa perseguicao aa sordida vida do pobre rapaz, comecemos a falar do disco. Pipedown, o rock mais pesado do album (e um dos melhores), parece ser uma cartinha auto-biografica, enderecada a seu companheiro de banda (Patrick Walden – guitarrista): “Oh, The Sun, they make you out to be a tearaway / Scum, oh, I just talked to Matt/Patt, they want the money back / Oh put the pipe down” aludindo aos rumores de ter vendido historias para o tabloide britanico para comprar drogas… enquanto ele mesmo alerta “Patty, put the pipe down”… hehe… um belo exemplo de faca o que eu digo, nao o que eu faco.

Kate Moss aparece nos vocais (isso mesmo) da pantanosa faixa de abertura: La Belle et La Bette – que apresenta Pete pedindo perdao num “conto-mal-contado” – “You turned your back upon her one too many times / Spent all her hard-earned money getting high”. E essa auto-compaixao, auto-flagelacao e auto-referencia perpassa todo o album e “torra o saco”, ja diria minha avoh.

Daih vem Up The Morning – trazendo Mick Jones nos backing vocals. Sem duvida o maior exemplo do disco (junto de Sticks And Stones) de uma cancao potencialmente genial e quase estrangulada por um vocal terrivel e arranjos pela metade. Mas o tiro errado do album estah mesmo em Pentonville. Embaracosa de cruzar os dedoes do peh, eh uma demo mal feita apresentando General Santana – um jamaicano qualquer que doherty conheceu na cadeia – cantando um quase improviso de exaltacao aa prisao que dah nome aa musica, enquanto Pete toca violao pior que Bob Dylan em “Another Side Of”.

Down In Albion vai liberando a mesma frustracao a cada musica: um comeco maravilhoso que, cedo ou tarde, colide com Pete desafinando e murmurando palavras de auto-piedade – uma marca registrada de quase todo junkie desde que o arco-iris era preto e branco. Tanto a banda quanto a producao parecem seguir o mesmo caminho, quando, tudo o que voce quer eh que alguem se disponha a colocar Pete Doherty numa postura correta para que ele comece a cantar direito e pare com esse lamento de “ninguem me ama e eu quero morrer”. Talvez Carl Barat fosse a unica pessoa que conseguia transformar essa urgencia e irresponsabilidade de Pete em musica boa do comeco ao fim; alguem que tinha o poder de por limites em Doherty e faze-lo entender que amadorismo nao significa exatamente pureza de expressao.

Mas, em algum lugar, Down In Albion eh um bela obra-de-arte, somente mal-terminada. A maravilhosa “Albion” (segundo single do disco) eh um viva a uma nacao que, mesmo decaindo, mantem seu charme: quase uma observacao Morrisseyana a respeito de uma Inglaterra jah quase acabada. Killamangiro eh outro momento belissimo: como se fosse um Libertines um pouco mais irresponsavel – se possivel. 32nd Of December tambem tem sua gloria: um riff Kinksiano com um humor invejavel. Por aih vai o disco…otimos momentos e grandes decepcoes, como a propria vida de Doherty.

Depois de tudo isso, resta-me dizer que o disco eh imprestavel. Nao! Calunia! Por algum motivo, toda essa bagunca se dissolve em algo inexplicavelmente genial e cativante. Talvez o nome Babyshambles tenha sido uma sacada bem-humorada de auto-depreciacao. O unico problema eh que essa tal depreciacao tem se transformado no modus operandi de Doherty e, eh uma pena dizer, mas, se o crack e a cadeia nao acabaram com a vida e a carreira dele, esse disco e estilo de vida devem faze-lo.

babyshambles

Publicado em:  on Julho 8, 2006 at 5:50 pm Comentários (1)

Comeco de um blog invejoso

Pois bem,

nunca fui muito adepto dessa ideia de blog pessoal. Acontece que nos ultimos dias, ou semanas, metade de meus amigos criou seu proprio blog, e que, por sinal, eh um melhor que o outro. Daih me veio aquele pensamento: copiar ou nao copiar? Copiei. Sem doh. Copiei nao soh a ideia, como o provedor usado. Ah… tambem copiei a desculpa pra ter um blog: “assim, disciplino-me a escrever” e recordo meu portugues, hoje um tanto distante.

Eh soh (sem acento).

Publicado em:  on at 5:21 pm Comentários (1)